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terça-feira, 17 de abril de 2012

Precisamos novamente de homens de Deus



A.W. Tozer

A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.
Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.
A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.
O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.
Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O que significa ser sacerdote de Cristo?

No Antigo Testamento, o papel do sacerdote era levar o povo a Deus, através dos sacrifícios oferecidos no Santo dos Santos, onde somente os homens escolhidos podiam entrar uma vez por ano. O autor da carta aos Hebreus escreveu que Jesus foi o Sumo Sacerdote da Ordem de Melquisedeque, rei de Salém. Ele não apenas levou-nos a Deus quando morreu na cruz, como também fez o sacrifício definitivo: nunca mais ninguém precisaria fazer quaisquer sacrifícios para remissão dos pecados. Se Jesus foi o Sumo Sacerdote, nós somos sacerdotes dele, e temos a missão de adorar a Deus e ajudar outras pessoas a adorá-lo.
Tudo o que Jesus fez foram atos de adoração. Pouca gente percebe isso, mas Jesus foi o melhor líder de louvor que jamais existiu, mesmo não sendo um músico. A verdade é que ele nunca precisou de música para ensinar às pessoas que existe uma vida de intimidade com Deus. Quando serviu a ceia, ao orar no Getsêmani, pregado na cruz, Jesus estava adorando o tempo todo. Isso porque adorar é dizer: "Seja feita a tua vontade, não a minha." Quando adoramos, estamos dizendo a Deus que amamos mais a ele do que qualquer outra coisa.
Se Jesus viveu como um adorador, cumpriu a função que lhe cabia. Se pertencemos à mesma ordem sacerdotal de Cristo, nossa vida precisa expressar este sacerdócio completamente. A Bíblia diz que somos templo do Espírito Santo. Isso significa dizer que ao olharem para nós, as pessoas não podem ver o indivíduo, pecador, cheio de falhas e segredos sombrios. Elas têm que enxergar o templo; o local de adoração. Uma vida de sacerdote não é uma vida como qualquer outra; trata-se de uma vida separada para o serviço perante o altar do Senhor. Como foi com Samuel, nós também fomos separados para tal obra ao nascermos, porém não por nossos pais e mães, mas pelo próprio Deus.
Mas diferente de Samuel, nós somos participantes da Nova Aliança, do Novo Testamento. Logo, a mensagem que devemos pregar é: "Jesus já veio e voltará!" O Messias já veio. Ele se fez igual a um de nós. Em nosso lugar, ele assumiu um lugar na cruz que não era dele; estava destinado a nós, que somos pecadores caídos. Na cruz, o maior ato de adoração de todos os tempos foi consumado. A partir de então, está sobre nós a missão de adorarmos a Deus exatamente como Jesus fez.
Pense bem sobre isso: se somos sacerdotes de Cristo, ou melhor ainda, se somos Filhos de Deus, temos o mesmo DNA de Deus! O mesmo exato código genético espiritual presente no Criador também faz parte de nossas vidas! Então, não nos resta outra alternativa a não ser honrarmos DNA tão majestoso! Que nossas vidas expressem o sacerdócio que herdamos do próprio Jesus Cristo, aquele que era, que é e que há de ser. Amém!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

7 Motivos Para Abandonar Sua Igreja


A cada ano milhares de brasileiros se convertem e ingressam numa igreja evangélica. Mas, também, a cada ano, muitos abandonam suas igrejas, fazendo-as parecer um imenso corredor: muitos entrando pela porta da frente; um bom tanto deles saindo pela porta dos fundos.
Este fenômeno, no entanto, não é novo. Se considerarmos que a igreja cristã nasceu na manhã da Páscoa, no dia da ressurreição de Jesus, então, à tarde daquele mesmo dia ela já tinha dois “desviados”: OS DOIS DISCÍPULOS NO CAMINHO DE EMAÚS!
1º Motivo: Dar ouvidos à conversa fiada – vs. 13-14:
Para que alguém se converta e una-se a uma igreja evangélica, muitas pessoas, de muitas igrejas diferentes, colaboram para isso: Um lhe fala de Jesus pela primeira vez, outro lhe entrega alguma literatura, alguém ora por ele e com ele, outro o socorre numa hora de aflição, alguém o convida, outro o traz ao templo, e assim por diante.
No entanto, quando alguém chega a se afastar do Caminho, geralmente é pelas mãos de uma única pessoa. Muitas vezes pelas mãos de alguém que ele conheceu na própria igreja e que se fez seu amigo. Alguém que conversa muito com ele, mas, ao invés de o encorajar, como recomendam as Escrituras, leva-o a se desviar.

Repare no texto bíblico:“Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas”.

O que havia em Emaús? Nada! A verdade é que, enquanto a igreja estava reunida lá em Jerusalém, tentando assimilar os últimos acontecimentos e esclarecer o sumiço do corpo de Jesus, estes dois discípulos estavam voltando para sua antiga vidinha, lá em Emaús. Abandonaram a igreja.

Porque? Por vários motivos e um deles foi por causa de conversa fiada, pois, como o texto bíblico relata, eles “... iam conversando” pelo caminho. O texto bíblico não diz quem desviou quem, mas, não corremos muito risco em afirmar que Cleopas era o conversador e, o outro, aquele que lhe deu ouvidos.

Ter amigos na igreja é muito saudável e recomendável, mas, cuide-se, há muitos “Cleopas” em nosso meio; pessoas mal resolvidas em sua fé em Nosso Senhor Jesus, pessoas que querem sair da igreja, mas, como seus motivos são meras desculpas, precisam de alguém que lhe dê ouvidos, alguém que concorde com ele e, de preferência, que saia da igreja junto com ele, para que ele se sinta menos mal e culpado.

2º Motivo: Cegueira espiritual – vs. 15-16:
O texto fala de uma espécie de “cegueira espiritual”. Repare.“Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer”.
Eles estavam tão compenetrados em si mesmos, tão envolvidos em suas próprias desculpas e justificativas, tão convictos em sua discussão, que nem puderam notar que era o Cristo ressurreto que caminhava com eles.

Observe outra coisa muito interessante: eles (que estavam cegos) julgaram-se mais informados que o próprio Cristo: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias?”.

As pessoas que abandonam o Caminho encontram-se em condições espirituais semelhantes, isto é, cegos. Estão tão preocupadas consigo mesmas que, literalmente, se tornam incapazes de perceber a realidade. Pior que isso, além de estarem cegas, acreditam que são as únicas que enxergam. Enchem o peito de razão, mas, fazem papel de ridículos ao discutirem temas sobre os quais não tem o menor conhecimento e ao classificarem como fanáticos ou histéricos os que ficaram firmes em suas igrejas.

3º Motivo: Tristeza – vs. 17 “Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que estão tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos”.
Porque eles estavam tristes? Pela morte de Jesus, é claro! Mas, também, pela injustiça praticada pelas autoridades (Como puderam colocar Jesus e Barrabás lado a lado?). Pela ingratidão do povo de Israel (Como puderam escolher Barrabás?). E, pelos problemas do grupo de Jesus (Como é que Pedro, que era tão valente, não morreu de vergonha por negar o Mestre três vezes? E quanto aos demais, não se acovardaram também, deixando o Cristo padecer sozinho? E as mulheres, então, que na hora da crucificação até que foram valentes, mas, agora, vêm com esta história de que viram e conversaram com anjos, parecendo loucas, alucinadas?).

Estavam tristes por muitos motivos. Por isso não puderam suportar a pressão. A Bíblia diz que “... a alegria do Senhor é a nossa força”. Crente triste é crente fraco! E, quando estamos fracos, temos a tendência de nos isolarmos, de fugir, de virar a mesa, de abandonar a carreira da fé.

Cuide-se, meu irmão. Não se entristeça! Nem com as autoridades, nem com a ingratidão do povo e, muito menos ainda, com sua igreja, pois todas as igrejas do mundo são iguais: são formadas por seres humanos fracos e frágeis; valentes numa hora, covardes noutra; maravilhosos num instante, desprezíveis noutro; inspiradores em certas atitudes, desastrosos em outras.

4º Motivo: Saudosismo – vs. 19: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras”.
Jesus falou diversas vezes que iria voltar para o Pai e que seus discípulos iriam fazer obras maiores do que as que ele fez, mas, mesmo assim estes dois abandonaram a Igreja, pois aquele “... que era varão profeta, poderoso em obras e palavras...” havia morrido. Jesus já era. Estava morto. Suas obras pertenciam ao passado.

O dicionário define saudosismo como culto ao passado. Este é um dos principais motivos pelos quais muitas abandonam suas igrejas: Eles vivem do passado. Ah! No tempo daquele outro pastor, sim, a gente via o poder de Deus. Ah! Antigamente a Igreja orava mais, buscava mais a presença de Deus. Ah! No tempo dos apóstolos é que havia poder. Ah! No tempo de Jesus... E, assim vão caminhando e se distanciando, sem entender que o poder de Deus está à disposição de todo aquele que se santifica e que Deus se manifesta hoje em dia no meio do seu povo com a mesma graça e misericórdia de outrora.

É interessante observar que foi exatamente no momento do maior dos milagres de todos os tempos, a ressurreição, que este dois pensavam que o poder de Deus havia cessado.

Meu irmão, você acha que sua Igreja anda sem poder? Cuidado! Pode ser que você esteja virando as costas e esteja perdendo de ver as maravilhas de Deus. Dedique-se ao estudo da Palavra de Deus, à oração e ao jejum, às boas obras e ao amor fraternal. Pague o preço. Não use isto como desculpa, pois, pode ser que quem está frio e sem poder seja você mesmo.

5º Motivo: Decepção – vs. 21 “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.
Quantas vezes Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo? Ele deixou claro que não veio para formar um exército, para ser o governador ou o rei de uma nação, para criar uma dinastia ou qualquer destas coisas que os poderosos tanto apreciam. Apesar disto, os apóstolos pensavam que Jesus iria ser coroado e enfrentar os romanos e “redimir” (libertar) Israel.

Havia, é claro, um interesse pessoal em cada um deles, para acreditar nisso. Como amigos íntimos do Mestre, certamente eles seriam nomeados generais, ministros, secretários. Imagine, um grupo de pescadores analfabetos nomeados para os altos escalões do novo governo, o governo de Jesus. Fantástico, não é mesmo?

Mas, eles estavam confusos. Jesus nunca disse isso, nunca lhes deu qualquer esperança neste sentido. Eles deixaram de ouvir as palavras de Jesus e passaram a acreditar em suas próprias ambições e devaneios.

Muitas pessoas abandonam suas Igrejas quando se decepcionam com alguma coisa. Mas, como chegam a este ponto? Quando deixam de ouvir as verdades de Deus para ouvir seus próprios corações. Quando enganam a si mesmos, afirmando e acreditando que Deus lhes prometeu alguma coisa, quando, no fundo, eles estão apenas tentando satisfazer suas ambições pessoais.

A Bíblia diz que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus. Porém, infelizmente, muitos se decepcionam porque deixam de procurar em Jesus as respostas para suas vidas e vão atrás de certos “homens e mulheres de Deus”, mendigando oração e em busca de “revelação”. Passam a dar ouvidos aos profetas e profetizas de plantão. Passam a dar mais valor a sonhos, visões e sinais, que à presença de Deus e seus ensinos.

Decepcionado? A culpa é sua, se acreditou em suas próprias ambições. É hora de reconhecer os erros, para não cair mais.

6º Motivo: Perda da esperança – vs. 20-21 “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.
Naquela época aqueles que tinham dinheiro compravam sepulcros escavados em rocha, os entes destes eram colocados em cavernas e não enterrados, como fazemos hoje em dia, e a morte era oficialmente confirmada somente após três dias do sepultamento. Tudo isso para evitar que alguém fosse enterrado vivo, pois não tinham como diagnosticar os casos de morte aparente. Mas, depois de três dias, a morte era decretada e acabava-se qualquer raio de esperança dos amigos e parentes.

Cleopas e seu amigo haviam depositado todas as suas esperanças em Jesus, mas ele morreu. E, após três dias do seu sepultamento, suas esperanças se foram.

Muitas pessoas abandonam suas igrejas porque perderem a esperança. Toda igreja passa por crises e nestas épocas, ao invés de procurar levantar o moral dos membros, muitos se apresentam como profetas, “Profetas-Só-De-Coisas-Ruins”.

Desconhecem a história da Igreja Cristã, que já passou por verdadeiras crises e superou cada uma delas, pois “Maior é o que está em nós, que aquele que está no mundo”. Esquecem que “... em Cristo, somos mais que vencedores”.

A esperança é a última que morre, mas, quando morre, mata o homem. Cuide-se para não perder a esperança!

7º Motivo: Falta de fé, descrença – vs. 22-25 “... mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”.
Quase que dá para ouvir o tom de desprezo deles em relação ao testemunho das mulheres, quando se referiram a elas como "algumas mulheres".

Mas, sua descrença não parou por aí. Descreram, também, do testemunho dos homens: “De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”. Esses alguns eram nada mais e nada menos que Pedro e João. Não apenas descreram das mulheres como também dos dois apóstolos mais respeitados do grupo.

Descreram da própria ressurreição, apesar dela ter sido apregoada por Jesus.

Em resumo, descreram das mulheres, dos homens e do poder de Deus. Não é à toa que a repreensão de Jesus foi tão severa.

Um dos motivos que levam as pessoas a abandonar suas igrejas é quando elas passam a agir de modo semelhante. Perdem a fé nos testemunhos das pessoas, perdem a fé na Palavra de Cristo e no próprio Cristo.

Alguém certa vez disse: “Para quem quer crer, nenhuma prova é preciso; para quem não quer crer, nenhuma prova basta”.

Seja crente, de verdade. Seja sábio e prudente, mas crente... O crente vive pela fé.

Conclusão:
Como voltar? Como sentir de novo a mesma alegria que eu sentia no início?

A própria passagem bíblica nos mostra uma lista dos eventos que motivaram aqueles dois a voltar correndo para Jerusalém:

1) Jesus foi atrás deles (v.15);
2) Jesus ouviu suas queixas (v.17);
3) Jesus falou aos seus corações(v.27, 32):
4) Eles convidaram Jesus a entrar em sua casa (v.29);
5) Jesus restaurou a comunhão (v.30 - no partir do pão);
6) Jesus abriu seus olhos (v.31 - tirou a cegueira espiritual);
7) Eles voltaram correndo para Jerusalém (v.33).
O caminho certo é Cristo! Volte-se para o Senhor! Ele está te chamando!
Pr. Anderson Guarnieri 

sábado, 31 de julho de 2010

E Deus se arrependeu... Parte 2 (Jonas 1:1-3; 3:1-3)

Nestas passagens vemos Deus dando duas chances a Jonas. Na primeira vez, ele desperdiça; na segunda, ele abraça. Deus queria que Jonas fosse a Nínive, uma grande cidade (para atravessá-la eram necessários três dias), mas que estava afundada no pecado, fugindo de Deus e de sua Palavra. Interessante: Jonas estava fazendo exatamente a mesma coisa. Não atendeu o chamado do Senhor e tudo o que ouviu de Deus que deveria fazer, ele fez o contrário. Deus disse-lhe que fosse para Nínive; Jonas foi para Jope. Deus disse: "Levante-se e venha ao encontro do meu chamado"; Jonas levantou-se para fugir do chamado. Se Nínive se esquecera de Deus, Jonas estava caminhando para o mesmo destino.
Temos um hábito lamentável e destrutivo: não levamos o pecado a sério. Precisamos entender que Deus deseja ter conosco um relacionamento saudável e redimido, mas isso só acontecerá se levarmos o pecado a sério, se deixarmos de diminuir nossas atitudes pecaminosas, que minam nossa capacidade de realizar grandes coisas para o Senhor. Jonas reconheceu seu pecado, levou-o a sério, e Deus então levou o perdão a sério. Era chegada a hora da segunda chance.
Mas Jonas ainda veria que o Senhor não apenas oferece segundas chances aos seus servos. Todos têm acesso à redenção por meio da confissão dos pecados. Nínive ouviu a mensagem de Jonas, admitiu seu pecado, e não apenas isso, fez algo a respeito. Todos os cidadãos rasgaram suas vestes, recusaram-se a comer e a beber e puseram cinzas e pó sobre suas cabeças, em demonstração de seu arrependimento. E Deus viu. Quando levamos o pecado a sério, isso atrai a atenção de Deus. Havia uma promessa de destruição de toda a cidade, mas o que os habitantes de Nínive fizeram - veja bem, todos os habitantes, não apenas o rei ou os líderes religiosos, mas todos - inspirou o autor do Livro de Jonas a escrever um dos versículos mais belos de toda a Bíblia: "Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito que lhes faria e não o fez." (Jonas 3:10)
Que lindo! Deus se arrependeu e mostrou mais uma vez o quanto é misericordioso! Ele está disposto a  nos demonstrar a mesma misericórdia com que presenteou o povo de Nínive. Para isso, precisamos admitir o pecado, confessá-lo e clamar pelo perdão do Senhor. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 João 1:9)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Buscando as coisas lá do alto (Colossenses 3.1-4)

O último fim de semana foi de grande aprendizado para mim, bem como para todos os irmãos que atenderam ao convite e foram para o retiro espiritual 2010 da Igreja Filadélfia. Durante quatro dias fomos desafiados e conduzidos a estabelecermos objetivos espirituais ambiciosos, a fim de experimentarmos um crescimento significativo nesta área fundamental da vida.
O tema deste retiro também serviu como título desta postagem, mas este texto poderia muito bem ser intitulado Quero Morrer, já que aprendemos que é necessário passar pela morte do ego, da morte para o mundo, se quisermos vivenciar uma vida vitoriosa em Cristo. "Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (v. 3). O que temos visto na igreja são conjuntos de regras, normas, estatutos, que tentam em vão fazer o cristão viver uma vida piedosa e santa. Paulo diz que tais preceitos "têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade" (Cl 2.23). Para vencermos as obras da carne não adianta criarmos costumes e leis que nos "impeçam" de fazermos alguma coisa pecaminosa, porque enquanto não morrermos para nós mesmos o desejo de cometer pecado permanecerá, e eventualmente nos levará a pecar.
O morto, entretanto, permanece imóvel, não importa o que aconteça ao seu redor. Não vê, não sente, não fala, portanto não peca. Ao morrermos, renunciamos a uma imitação da vida, uma emulação que cria a ilusão de um viver "livre", mas que na verdade aprisiona a quem se submete a ela. A morte para o ego vem para libertar-nos.
Com Cristo, no entanto, não permanecemos mortos. "Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória" (v. 4). Morrer para o mundo é manifestar a glória de Cristo. Morrer para o mundo é buscar as coisas lá do alto. E quando se olha para o alto, não se presta atenção no que acontece no nível terreno. Pensar nas coisas de cima é cultivar uma vida verdadeira, repleta de descobertas e cheia de ternura e amor.
Eu quero morrer para mim mesmo, Senhor!

domingo, 10 de janeiro de 2010

E Deus se arrependeu... (Parte 1)

"Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito que lhes faria e não o fez." (Jonas 2.10)


Interessante ler que Deus se arrependeu de alguma coisa que havia dito anteriormente. Há quem diga que Deus nunca se arrepende, mas certamente tal pessoa nunca pôs os olhos no livro de Jonas, ou não conhece a história de Noé (sobre isto falarei no próximo post). O fato é que a notoriedade de Deus está em seu caráter único, exemplar e possível de ser reproduzido por nós, criados à sua imagem e semelhança. Já ouvi muitos dizerem que não se arrependem de nada. Você já deve ter ouvido essa velha conversa: "Só me arrependo do que não fiz."
A Bíblia, no entanto, ensina o arrependimento: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus." (Mateus 3.2); "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR." (Atos 3 : 19).
Arrepender-se é perceber a necessidade de voltar atrás, começar outra vez, abandonar atitudes destrutivas e prosseguir. É admitir que somos falhos, que temos a característica inata de pecar, mas que podemos dar a volta por cima e nos reerguer.
É claro que o arrependimento que Deus sente não é por algum pecado que ele tenha cometido, algo impossível para ele. No livro de Jonas, Deus voltou atrás em sua palavra porque foi provocado. Ele havia dito que destruiria a cidade de Nínive, mesmo sendo uma cidade muito importante para ele (Jonas 3.3,4). Por causa dessa importância, o Senhor convocou Jonas para que pregasse ao povo do lugar, a fim de que se arrependessem.
Depois de muito resistir (leia o livro para saber o quanto o profeta relutou), Jonas chegou em Nínive e pregou ao povo. A reação dos ninivitas é imediata: "Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor." (Jonas 3.5) Até o rei da cidade se arrependeu. Era necessário que todos se prostrassem e se humilhassem perante o Senhor, pois quando um órgão do corpo está doente, todo o corpo deve submeter-se ao tratamento. Não se pode extrair o fígado para tratá-lo de uma hepatite e, depois de curado, devolvê-lo ao corpo. É preciso que haja uma mobilização do corpo para que um órgão seja sarado.
Se um só habitante de Nínive não se arrependesse, imagino o que seria da cidade. Quando Deus falou ao povo de Israel sobre conversão e arrependimento, englobou em sua palavra cada integrante da população: "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." (2 Crônicas 7.14)
Deus viu o que os ninivitas haviam feito, e isso provocou sua misericórdia. Então, DEUS VOLTOU ATRÁS.
A Igreja precisa se arrepender, para mover o coração de Deus, e atrair sua misericórdia para nós. Não tenha dúvidas; Deus não vê problema algum em mudar o que disse anteriormente, mas para isso é indispensável que nos humilhemos e nos prostremos. E nossa terra será sarada.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Matadores de Profetas (Lucas 11.45-52)

Não sou o melhor dos escritores, nem o melhor dos leitores, mas sei bem reconhecer quando estou diante de um texto veemente. E o texto de Lucas 11.45-52 é nada menos que veemente. Trata-se de uma passagem cheia de vigor e energia, sem meias palavras, embora se abra para várias reflexões diferentes.
Ao criticar duramente os intérpretes da lei, Jesus dá um recado duro aos cristãos que até hoje dão continuidade ao pecado dos homens dos primeiros séculos: o assassinato de profetas.

Respondendo a um dos intérpretes da lei, Jesus disse: "Ai de vós também, intérpretes da lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo os tocais. (v. 46)" Jesus não se intimidava com os detentores do poder entre os judeus. Ele se impunha como autoridade máxima do universo quando precisava. E denunciava as mazelas religiosas impostas por aqueles que deveriam ser exemplo de amor e misericórdia. Os senhores da lei não se importavam em estabelecer novas regras a cada nova leitura dos rolos da Torá. Frequentemente novos costumes eram "descobertos" e deveriam ser observados, não importava a que preço. Mas as coisas funcionavam como aquele antigo provérbio: "Faça o que eu digo, mas não o que eu faço."
É fácil sobrecarregar outras pessoas com fardos cada vez maiores. Difícil é nós mesmos tomarmos nossa cruz. E quando não tomamos nossa cruz, quando não morremos para nós mesmos, nos deleitamos em ver outros caminhando para seus sepulcros. Não nos importamos com os fardos dos outros enquanto nós mesmos não experimentarmos o peso dos nossos próprios fardos.
Quanto sangue de profetas não foi derramado literalmente por causa de regras e costumes absurdos, criados por conveniência de líderes considerados "espirituais", que nunca sujaram os pés na lama de estradas de chão, muito menos puseram as mãos no barro para construir vasos.
Quantos profetas não foram calados por imposição de líderes irresponsáveis e egoístas, que não toleram objeções nem críticas!
Mas o Senhor não deixará estes líderes impunes: "Sim, eu vos afirmo, contas serão pedidas a esta geração. (v. 51)"
O Evangelho de Jesus é simples. Desfrutar dele requer simplesmente o desejo de ser transformado à medida da Sua estatura. Vestimentas, estilos musicais, protocolos, liturgia, nada disso poderá levar o homem a Deus. É apenas quando nos desvencilhamos destas armadilhas disfarçadas de "doutrina", que experimentamos qual seja a "boa, perfeita e agradável vontade de Deus.(Rm 12.2b)"